Um amigo e o cointreau

Um amigo meu, já falecido, teve seus quinze minutos, que cada um de nós merece, segundo Andy Warhol, de uma forma inusitada. Ele me contava a história, orgulhoso, toda a vez que me visitava. Modesto em suas finanças, em sua vida e em sua formação escolar, contava de um jantar que o chefe teria oferecido aos empregados e às suas esposas. Ao final, depois de muitas cervejas, segundo ele, a esposa já reclamava de seu comportamento na frente do chefe. O que é que o chefe iria pensar dele? Na hora do café o chefe perguntou se alguém desejava mais alguma coisa. O amigo respondeu: um cointreau. Ninguém sabia o que era, ninguém havia provado ainda, só o amigo. Ele sentiu-se um herói perante a esposa. E a pessoa mais feliz do mundo.

 

 

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